terça-feira, 20 de julho de 2010

Portfólio para trabalhar com games e SP Game Show


Faz tempo desde minha última postagem. Enfrentei um fim de semestre turbulento, mas aqui estou de volta com algumas impressões que tirei do SP Game Show. O evento foi bem interessante! Ele aconteceu junto com o Anime Frieds, o Comic Fair e o Asian Fest. Desses, eu só conhecia o Anime Friends.

O meu objetivo maior esse ano foi o SP Game Show e eu fui na sexta-feira (16 de Julho). Assisti palestras que me motivaram e também outras que me desmotivaram. Acho que o objetivo maior de um desenvolvedor de jogos é fazer jogos que eles chamavam de triple A, ou seja, os jogos top de linha. Mas no Brasil, pelo que eu percebi, a praia é outra: Temos que nos focar em jogos de celular e redes sociais para conseguir crescer e ganhar maturidade para os grandes. Outras opções frequentes dos brasileiros são os advergames, os games mais casuais e, por fim, um ramo não muito explorado mas promissor pode ser os serious games. Um advergame bem interessante mostrado pela Viviane Werneck na palestra dela foi o Music Score feito para promover a banda Bet Set. Muito bem feito e parece ser bem divertido (fórmula do guitar hero não tem erro =P).

Uma dúvida que eu tinha era a respeito do curso que fiz (bacharelado em ciência da computação). Conversei com o Júlio César da empresa Cooper Games e a resposta foi positiva. Segundo ele, as empresas olham com bons olhos os formados em ciência da computação!

Perguntei também se a falta de conhecimento em determinadas tecnologias atrapalhava. Só para explicar a intenção da pergunta, o curso que eu fiz no IME-USP tem uma abordagem bem teórica sobre ciência da computação, muitas vezes deixando parte da tecnologia atual um pouco de lado e o mercado muitas vezes exige que dominemos tecnologias específicas, como Flash, Java, OpenGL. Eu concordo que são tecnologias básicas e fundamentais na área de games, mas creio que o curso dê o conhecimento necessário para sermos versáteis e aprendermos com facilidade tecnologias atuais e futuras. A resposta de Júlio novamente foi positiva: ele me disse que o curso cobria diversas áreas importantes no desenvolvimento de jogos, como física e álgebra linear, apesar do gosto das empresas pelo conhecimento em tecnologia.

Para entrar no mundo das empresas de games ele me deu uma dica bem interessante: a criação de um portfólio. Ele disse que poderia ser um portfólio simples, com jogos como tetris ou pac-man, algum joguinho usando OpenGL também não faria mal.

Já fiz alguns joguinhos simples e atualmente estou em um projeto maior com um grupo de estudantes da USP, mas ainda não "documentamos" nada. Em breve, pretendo começar a criar um portfólio bem legal e ir postando a situação dos jogos! Uma sequência bem conhecida para começar a programar jogos é: Primeiro alguma cópia do tetris, em seguida uma cópia de Arkanoid e depois Pac-man. Essa ordem é sugerida pois a dificuldade para criá-los é diferente e eles acabam abrangendo grande parte do que jogos mais avançados usam.


2 comentários:

  1. Êee! Finalmente vc voltou =P
    Esse Mario era tão fofinho! *-*

    Quero só ver o portfólio, hein!!!

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  2. Natanzinho, vc é um cara com uma camiseta da Dharma, abraçando o mario. É muita nerdice numa foto só AUAHuaHAUha
    Mas tá legal

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